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Erguida por presidiários

por: RICARDO PALMEIRA

Começar de novo. É isso que se passa pela cabeça de qualquer um quando a Fonte Nova vem à mente. Palco maior do futebol baiano, o estádio teve um fim melancólico nodia25denovembrode 2007, quando um lance de arquibancada cedeu causando a morte de sete torcedores. Agora, em 2011, a arena está prestes a ter um novo começo. E, com este recomeço, vem uma turma de pessoas que vive sonho semelhante: nova chance de vida.

A turma em questão se trata de presidiários. Há um ano, o Ministério do Esporte e o Comitê da Copa 2014 (COL) assinaram, com o poder judiciário, um termo que garante uma cota mínima de 5% de vagas de trabalho para presos em regimes aberto, semi-aberto e egressos (pessoas que vivem o primeiro ano após cumprir pena) em obras destinadas à Copa das Confederações 2013 e ao Mundial de futebol do ano seguinte.

O governador Jaques Wagner e o prefeito João Henrique já assinaram o acordo, que faz parte de um projeto cujo o nome é “Começar de Novo”.

Este ano, o projeto começa a ser posto em prática. E a Bahia está entre os estados pioneiros.

Na próxima quinta-feira, representantes do Começar de Novo, da Secopa (Secretária da Copa na Bahia) e da Ecopa (escritório da Copa em Salvador) se reúnem para definir os detalhes do acordo. “O compromisso já foi firmado com os Governos Federal, Estadual e Municipal. A questão, agora, é definir como se dará o desenvolvimento do projeto na Bahia”, afirma Cláudio Daltro, juiz corregedor e principal coordenador do projeto.

Entre as obras confirmadas no acordo estão, além da Fonte Nova, o BRT, sistema de transporte urbano em Salvador, e as ampliações do porto e do aeroporto na capital baiana.

Expectativa: A cota mínima no Brasil é de 5%, mas, na Bahia, há a expectativa de um número maior. Na Fonte Nova, por exemplo, espera-se que chegue a 10%. Tudo depende do resultado da reunião de quinta-feira, da qual representantes do consórcio responsável pela reconstrução da arena também vão participar.

Mas, antes que alguém surja com algum tipo de preocupação, é preciso lembrar que este é um projeto que faz parte de um processo de reinclusão social.

Haverá uma avaliação de quem pode e, principalmente, quem merece ser contemplado com o emprego. Assistentes sociais, advogados e psicólogos vão selecionar os operários vindos do presídio. Quem está em regime fechado também pode participar, desde que a Vara de Execução Penal permita que o regime seja trocado.

De resto, mãos à obra. Afinal, são apenas dois anos e meio até o início da Copa das Confederações.

E, para os presidiários que terão a oportunidade de trabalhar na obra da arena, será a chance de cumprir a pena criminal trabalhando para o maior evento de futebol do planeta.

Fonte: Jornal A tarde

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