Secretário da Secopa Bahia fala sobre a tabela da Copa 2014

Neste artigo publicado na edição desta terça-feira (1/11) do jornal ATarde, o Secretário Estadual para Assuntos da Copa de 2014 (Secopa) da Bahia, Ney Campello, mostra o que Salvador e a Bahia vão ganhar ao sediar seis jogos da Copa, inclusive um das oitavas e um das quartas de final do torneio. Confira a íntegra do texto.

 

A tabela da Copa 2014

No último dia 20, a FIFA anunciou em Zurique, na Suíça, a tabela das cidades que abrigarão os jogos da Copa das Confederações e Mundial 2014. Uma análise técnica da opção do Comitê Executivo da entidade nos ajuda a entender como a Bahia ficou posicionada nesse resultado e que vantagens podemos extrair de sua participação nessas competições. Vamos aos fatos. Salvador receberá seis jogos do Mundial, no período entre 13/06 e 05/07, juntamente com as cidades de Belo Horizonte, Fortaleza e São Paulo. Só duas outras sedes receberão mais jogos, no caso, Brasília e Rio de Janeiro.

Nos quatro jogos da primeira fase, a capital baiana receberá três seleções cabeças-de-chave, o que significa dizer, que recepcionaremos três das oito melhores seleções do mundo. Avançando para as oitavas e quartas de final, a Arena Fonte Nova será palco de encontros memoráveis entre as seleções mais competitivas do torneio. Some-se a isso, o fato de que dez seleções necessariamente jogarão em terras baianas, podendo chegar a doze, dependendo dos resultados dos grupos na primeira fase. Isso significa a nossa participação em quase trinta dias de jogos, recebendo delegações, jornalistas, turistas e profissionais especializados de mais de uma dezena de nações, num período de grande potencialidade do turismo baiano, visto que a Copa acontece nos mês dos festejos juninos. Uma indiscutível janela de oportunidades para a promoção dos nosso principais destinos turísticos na capital e no interior, da nossa riqueza artística e cultural, com a conseqüente dinamização da economia local e alavancagem do fluxo de visitantes e investidores no pós-Copa.

A participação da Bahia na Copa das Confederações, aprovada sob condicionante pela FIFA, tende a ser confirmada, e para isso, o Governador do Estado já sinalizou a adoção de todas as providências necessárias, agregando mais dois ou três jogos relevantes. Foi, inquestionavelmente, um resultado positivo, que poderá ser reforçado com outras conquistas vindouras. Estado e sociedade promoveram a participação baiana na Copa, nesses dois últimos anos, com base em sua representatividade histórico-cultural e experiência na organização de megaevento, começa a colher os primeiros frutos desse protagonismo, atenta ao fato de que temos pela frente, na verdade, o desafio de duas copas. A primeira, a do espetáculo, objeto das atenções de todo o mundo, cujo maior apelo é a conquista para o Brasil do hexacampeonato de futebol. Mas há uma outra Copa em jogo, a dos legados sociais, essa de inteira responsabilidade de governos e sociedade, cujo foco é a geração de oportunidades para segmentos merecedores de atenção e inclusão no processo do evento.

Falo das crianças, jovens e adolescentes que requerem uma rede de proteção social de defesa contra a exploração sexual em grandes eventos. Lembro das pessoas com deficiências, que precisam ser respeitadas nos seus direitos, seja o da acessibilidade física, seja o de fruir o espetáculo e o pleno acesso a bens e serviços oportunizados no Mundial. Da proteção aos direitos dos idosos, pessoas que podem ser incorporadas nos processos de qualificação e voluntariado da Copa.

Da nossa responsabilidade com a incorporação de nossos ex-atletas, ídolos do passado, que podem e devem ser chamados ao protagonismo do evento, pois são os responsáveis pela chama acesa da nossa paixão pelo futebol-arte. Refiro-me à juventude escolar, ávida por políticas públicas esportivas que contribuam para a formação integral do estudante. Dos ciclistas que reclamam respeito, ciclovias e ciclofaixas, das oportunidades de inserção sócio-econômicas para negros e mulheres, do justo pleito das comunidades de bairros em serem contempladas com requalificação urbana, melhores condições de transporte, segurança e saúde.

A Copa é um ponto de partida para o enfrentamento dessas questões, não deve ser vista como promessa ou panacéia de solução de um contencioso histórico de décadas, mas é um momento singular para repensarmos nossas cidades, gerarmos externalidades positivas que façam de 2014 uma Copa inclusiva!

Ney Campello
Secretário Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014

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